Transformação pessoal, os três estágios ou polaridades da Transição

 Transformação pessoal (Os 3 estágios da ou polaridades da transição)

transformação pessoal

Eu sou a tese, e o outro, o diferente de mim, é a anti-tese.

Num primeiro momento, somos indiferentes um ao outro, estamos dissociados, isolados.

Não nos interessa saber quem é aquele outro, não queremos interagir, não nos comunicamos, não trocamos e nem sequer nos reconhecemos.

Estamos escondidos na separação e atados nas teias invisíveis da dualidade

Até que o universo (sempre ele) e sua sede por fluir, nos coloca num mesmo espaço-tempo, numa situação irreversível em que somos obrigados a reconhecer e aceitar a existência de um outro, de uma alteridade além da nossa singularidade.

Aqui a dualidade evolui para polaridade.

Neste estágio polar do processo de transformação pessoal, o outro, a quem antes eu era indiferente, agora existe mas ainda em oposição, e é meu inimigo, simplesmente por ser diferente; por morar em outro bairro, torcer para outro time, apoiar outro partido, rezar para outro deus, gostar de outras coisas.

Logo, tenho bons motivos para deletá-lo pois acredito que ele, pelo simples fato de existir como diferente, põe em risco a minha identidade e até a minha existência, já que não há recursos para todos e apenas os meus iguais e parecidos merecem viver.

É o medo e a crença da escassez, ardilosamente inserida como verdade em nossas mentes por meio da educação, da religião e da cultura, emergindo como alimento para a guerra.

Mas um dia (sim, um dia finalmente acontece) ficamos exauridos de lutar, de construir muros, de sustentar barricadas e de atirar bombas com defeito moral nos outros.

Começamos a nos perguntar se não haveria um outro caminho, mais alegre e harmonioso, mais simples e divertido, para viver e solucionar nossos problemas, porque na guerra, mesmo quando ganhamos, perdemos.

E é muito desgastante estar em permanente estado de alerta para se defender de um pseudo inimigo.

É quando começa a deslizar pelas frestas dos sistemas de comando e controle uma inteligência diferente, mais criativa, amorosa e inclusiva, que semeia ideias loucas, subversivas, impensáveis e, pasmem, chegando ao cúmulo de concluir que colaborar com o antigo concorrente pode ser mais “sustentável”.

Neste estágio do processo evolutivo, o sistema como um todo se expande e transcende suas antigas fronteiras ao entrar no hiperfluxo de integração dinâmica que chamamos de síntese.

Os pólos começam a se olhar, bater papo, dialogar, trocar ideias, compartilhar experiências, integrar funções, cocriar projetos, transformar visões e, principalmente, a dançar.

Quando os pólos dançam, ao invés de guerrear; quando trocam energia criativamente, ao invés de negarem o outro; quando cocriam, ao invés de destruir, o holos, o todo, tem um ganho fenomenal energia e diversidade e salta uma oitava quântica na espiral da evolução.

Um novo estágio energético, e um novo estado de consciência e transformação pessoal, se iniciam, e todos que compõem o todo aprendem, crescem e enriquecem no fluxo da abundância ao descobrirem na prática que há sim um sim para todos.

A síntese é um fluxo de manifestação da verdade que que vai da dualidade para a polaridade para transcendência, numa dinâmica universal que acontece não só “dentro de nós”, entre entre átomos, moléculas, células e as nossas subpersonalidades, como “fora de nós”, nas famílias, coletivos, empresas, países, planetas e em todo o sistema solar.

Sintetizar é abrir espaço para a manifestação da essência e acontece simultaneamente em todas as dimensões até que os limites virtuais e ilusórios que nos separam desapareçam e uma nova unidade se instale.

Fábio Novo

www.holoplex.org

— esta imagem é parte do livro HOLOPLEX, de Fabio Novo.

26/10/14


Also published on Medium.

1 responder

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *